Streamer da Twitch chama atenção da Riot por não punir streamers tóxicos no Programa de Parceria do League of Legends

O criador do conteúdo Bizzleberry falou sobre o "estado triste" da ADP.

Captura de tela via Bizzleberry

A Riot Games tem sido vigiada nos últimos tempos, e vários jogadores de League of Legends têm reclamado da toxicidade descontrolada na comunidade. Agora, Bizzleberry, streamer da Twitch, fez coro às queixas.

O criador de conteúdo europeu publicou um vídeo onde discutia o “triste estado do Programa de Parceria do League of Legends“. Bizzleberry admite que o programa é ótimo para aumentar sua audiência, mas acredita que a imagem do programa está sendo contaminada pelos parceiros “abertamente tóxicos” que não estão sofrendo nenhum tipo de punição.

A Academia de Piltover, ou ADP, convida streamers e profissionais para um programa que oferece vantagens, como códigos para sorteios, revelações em conjunto, convites para eventos e contas “alugadas” com campeões e skins desbloqueadas. Mas ignorar o comportamento tóxico de criadores de conteúdo só passa a impressão errada para fãs e jogadores, segundo Bizzleberry.

“A ADP tem grande potencial para divulgar pessoas que genuinamente amam o jogo, passam a impressão certa e transmitem a imagem certa dele”, disse o streamer. “Se alguém estiver sendo escroto por 10 horas seguidas todos os dias sem nenhuma repercussão, que tipo de mensagem isso passa para todo o resto que estiver assistindo à stream? As pessoas vão ver e pensar ‘ah, é tranquilo que eu abuse verbalmente das pessoas do meu time só por terem cometido um erro’.”

A sugestão do criador de conteúdo para a Riot é que investigue os parceiros e confira se estão seguindo o código de conduta de League of Legends.

O vídeo de Bizzleberry segue a linha do ex-jogador profissional Voyboy, que chamou atenção para o “estado triste das ranqueadas solo do LoL” e a falta de providências da Riot em relação ao comportamento abusivo e tóxico que estraga o jogo. Voyboy disse ainda que “ninguém tem medo de ter problemas” por atitudes negativas, morrer de propósito ou ficar fora do jogo de propósito porque a Riot “não se importa”.

Hai, ex-jogador profissional do LoL, recebeu restrições ao chat na semana passada por expressar sua frustração com jogadores ausentes os chamando de “terríveis”. A restrição ao chat também levou a um período de observação de três meses na ADP e à suspensão temporária de todos os benefícios do programa.

A Riot está tentando tomar medidas contra comportamento abusivo, como uma opção de denunciar e silenciar na seleção de campeões a ser lançada na atualização 10.14. A Riot também afirmou que iria “dedicar mais recursos” a acabar com os problemas de mortes intencionais, ausências intencionais, toxicidade e outros comportamentos negativos ao jogo.

Artigo publicado originalmente em inglês por Andreas Stavropoulos no Dot Esports no dia 15 de junho.