Minerador de dados de Apex explica que o “meteoro” visto pelos jogadores é um erro em ataque aéreo

Um jogador viu um meteoro misterioso nos Confins do Mundo.

Imagem via Respawn Entertainment

Às vezes, a ficção é simplesmente mais interessante que a realidade.

Um jogador de Apex Legends encontrou ontem um “meteoro” misterioso nos Confins do Mundo, fazendo a comunidade se perguntar o que teria causado aquilo. O minerador de dados That1MiningGuy explicou a questão e garante que é só um foguete da suprema de Gibraltar que não estava onde deveria estar.

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Segundo ele, a ocorrência foi causada por mau comportamento da habilidade suprema da lenda e das ferramentas que ela usa para escolher o lugar aleatório para lançar os foguetes. A habilidade opera por meio de duas partes interligadas que funcionam como deveriam “99% do tempo”, mas alvejar algumas localidades pode fazer com que os foguetes sejam lançados em diagonal e não na vertical.

O minerador de dados disse que o ataque aéreo saiu de um lançador em formato de granada que usa um contador oculto para iniciar o bombardeio. A contagem regressiva começa assim que a munição atinge uma superfície, levando em conta o atraso entre marcar o alvo e ele ser atingido.

Ao atirar, o sistema usa a localização do lançador em três eixos para determinar o raio de impacto do ataque. O jogo confere essa informação e armazena a posição, sem fazer novos testes ao longo do bombardeio.

“É um comportamento que o jogo espera que nunca esteja errado, porque o lançador vai estar lá até o fim”, explicou o minerador de dados, “então a posição não é conferida depois.” Essencialmente, o raio do impacto é definitivo ao ser calculado.

Foguetes individuais usam uma função parecida para garantir que não vão atingir o mesmo ponto. A área geral na qual devem cair já foi determinada, mas o ponto exato pode variar.

A granada também tem uma característica particular que faz com que ela se exclua do jogo caso atinja o limite inferior do mapa. O desaparecimento significa que não há impacto com outro objeto, tornando impossível ativar o ataque aéreo. “Você pode testar entrando no alcance do ataque e usando a habilidade suprema dentro da água”, disse ele. “Vai perceber logo que o bombardeio nunca começa.”

Se o lançador estiver em um lugar válido, ele deve seguir a programação normal e funcionar dentro do previsto. Mas há pontos problemáticos nos Confins do Mundo que podem alterar a direção do ataque.

“Há alguns pedaços do mapa onde a colisão… bem, não é tão boa”, escreveu ele. A colisão tem problemas e faz com que jogadores possam se esconder dentro de rochas e causar uma série de conflitos com mecânicas do jogo.

O minerador de dados disse que há outros pequenos pontos com erros que não podem ser acessados pelos jogadores, mas são grandes o bastante para um lançador de Gibraltar atravessar. Um deles fica nos arredores da Capital.

Quando a granada cai em um dos locais com erro, cai até a parte inferior do mapa. A queda não é “tão rápida” que faça com o que o lançador se exclua, “mas ele ainda sai do mapa”. Jogar uma granada em uma das áreas com problemas basicamente significa que o lançador é ativado, mas desaparece na explosão e durante os ataques. O comportamento pode causar anomalias como o “meteoro” devido à programação da habilidade.

O desaparecimento do lançador exclui sua localização do mapa. Isso não afeta o raio de impacto porque o jogo só confere essa posição uma vez. Cada foguete individual, porém, tem sua localização escolhida aleatoriamente dentro do raio de impacto. Segundo o minerador de dados, nesse caso, a posição dos foguetes pode receber valores diferentes, como “(0,0,0)” ou “null” para valores nulos.

“De qualquer forma, a fórmula que ajuda a criar a localização aleatória para o projétil ainda vai ser a mesma”, explica o minerador de dados. Foguetes individuais podem ter novas trajetórias para garantir que vão seguir as duas regras de sua programação: cair dentro do raio de impacto e em um local diferente de outras bombas. Em vez de seguir para baixo em linha reta, a função aleatória pode fazer com que os foguetes voem na diagonal.

A explicação parece consistente com o que vemos no vídeo. O projétil parece mesmo com um dos foguetes de Gibraltar, e o jogador que publicou o vídeo reconheceu que não caiu nenhum saque.

A comunidade acreditava que o meteoro poderia ser uma prévia da comemoração do primeiro aniversário de Apex ou das melhorias da próxima temporada, ambas marcadas para 4 de fevereiro. Apesar de isso não ser impossível, a explicação do minerador de dados parece mais provável.

As comemorações de aniversário de Apex ainda não começaram, mas o jogo terá o evento Grand Soiree temático de Art Déco a partir de 14 de janeiro. São sete modos por tempo limitado para jogar e novos visuais para conseguir.

Artigo publicado originalmente em inglês por Pedro Peres no Dot Esports no dia 10 de janeiro.