29 DE Dezembro DE 2017 - 23:41

Polícia confirma que "swatting" matou um morador de Wichita, nos Estados Unidos

A comunidade de Call of Duty acusa dois dos seus pelo trote que levou ao disparo da polícia, que matou a vítima.
Dot Esports Brasil: Writer and Translator | Redator e Tradutor
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Imagem via Activision

A Departamento de Polícia de Wichita, uma cidade no estado do Kansas, EUA, confirmou na noite dessa sexta-feira (29) que um "swatting", que é um trote para a unidade de operações especiais da polícia dos Estados Unidos, levou à morte de um homem inocente em 28 de dezembro.

O delegado da polícia Troy Livingston falou durante uma coletiva de imprensa que aconteceu ao vivo pelo Facebook, e afirmou que o falso relato levou à morte de um homem de 28 anos, Andrew Finch. Os detetives investigam quem foram os responsáveis pelo "trote" e que fizeram a ligação perturbadora à polícia.

A comunidade de Call of Duty culpa dois jogadores pelo acontecimento. Um relato do jornal local The Wichita Eagle sugeriu que dois jogadores, "Miruhcle" e "Baperizer," teriam discutido por uma partida de Call of Duty que valia dinheiro, com 2 dólares sendo disputados. A discussão ficou mais intensa, e Baperizer ameaçou chamar a SWAT para a casa de Miruhcle. Miruchle deu um endereço falso (o endereço onde o homem de 28 anos foi baleado pela polícia) em vez do seu próprio.

Relacionado: Uma suspeita de "swatting" na comunidade de Call of Duty se tornou letal em Wichita (em inglês)


Miruchle divulgou o endereço online, dizendo a Baperizer que era o de sua casa.

A polícia disse que o autor da chamada contou à atendente do serviço de emergência, o 911, que havia atirado na cabeça de seu pai e estava mantendo sua mãe e irmão reféns em um armário. Mais tarde na ligação, que foi exibida durante a transmissão no Facebook, o autor da chamada disse que havia encharcado a casa com gasolina e estava pensando em incendiá-la.

A chamada levou a polícia à casa de Andrew em Wichita, onde ele foi baleado e morto pela polícia. Sua morte foi confirmada no hospital. A polícia mostrou um vídeo de sete segundos do momento do disparo. O vídeo parece mostrar Andrew em frente à porta de sua casa. Após poucos segundos, um tiro é disparado por um policial, há sete anos em serviço. A polícia confirmou que Andrew não estava armado.

"Se a ligação falsa para a polícia nunca tivesse sido feita, nós não teríamos ido até lá", disse Livingston. O delegado da polícia também afirmou que uma investigação sobre a ligação está em andamento. Os policiais federais estão envolvidos no processo, de acordo com Livingston.

A mãe de Andrew, Lisa Finch, falou hoje cedo sobre a morte de seu filho. Ela culpa a polícia e o autor da chamada pelos disparos. "Aquele policial matou meu filho por um relato falso, pra começar", disse Lisa Finch em um vídeo publicado no The Eagle. "Meu filho não jogava."

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