Scarra explica por que meta atual de Teamfight Tactics não é saudável para o jogo

Scarra diz que o ritmo desse meta força "composições perfeitas" em toda partida.

Screengrab via Twitch.tv/riotgames

William “scarra” Li, ex-profissional de League of Legends, é um dos jogadores de Teamfight Tactics mais conhecidos no mundo, mas até ele tem algumas reclamações sobre o estado nada saudável do meta atual.

Em uma stream, Scarra disse que os metas anteriores, apesar de serem dominados por algumas composições mais fortes, eram mais saudáveis que o atual, porque era possível usar diversas composições para ficar entre os quatro primeiros colocados.

“Boa parte do problema desse meta é que o ritmo é muito ruim”, disse Scarra. “Todo mundo chega ao nível oito ou nove em todo jogo, o que significa que você está literalmente forçando composições perfeitas em quase todo jogo.”

Ele também disse que todo o objetivo desse gênero é jogar com o que vier pra você. Mas muitos jogadores só seguram o dano por um tempo e acumulam ouro para forçar a composição ideal com itens e unidades perfeitas. Não existe muita improvisação, especialmente quando alguns perdem vida de propósito para escolher primeiro no carrossel.

Alguns acreditam que o problema é a quantidade de dano recebido. O dano é tão pequeno que ninguém tem medo de desperdiçar várias rodadas para ganhar um monte de dinheiro e escolher primeiro no carrossel. Mas ainda havia reclamações antes, quando o dano era mais alto, porque os jogadores que não tiveram sorte no começo não tinham a menor chance de tentar melhorar suas composições.

O equilíbrio entre diversidade de composições e dependência de sorte é delicado, e a Riot precisa entendê-lo.

Artigo publicado originalmente por Tyler Esguerra em inglês no Dot Esports no dia 07 de outubro.