30 DE maio DE 2018 - 17:41

Yang diz que Vivo Keyd absorveu bastante "o jeito coreano de jogar" em bootcamp no país

A Vivo Keyd volta inspirada do bootcamp de um mês na coreia do sul
Dot Esports Brasil: Writer and Translator | Redator e Tradutor
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Foto via Vivo Keyd

Os vice-campeões da primeira etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends 2018 estão com sangue coreano correndo nos dedos.

A Vivo Keyd voltou recentemente ao Brasil, um mês depois de um treinamento intensivo na Coreia do Sul. Felipe "Yanh" Zhao (topo), Gabriel “Revolta” Henud (caçador), Gabriel "tockers" Claumann (meio), Micael "micaO" (atirador) Rodrigues e Luan “Jockster” Cardoso (suporte) buscaram novas formas de analisar e jogar League of Legends nas filas solo da Coreia, onde fica a elite mundial do jogo.

A viagem veio pouco depois de a equipe perder o título da primeira etapa de 2018 para a KaBuM e-Sports. Mesmo com atuações extraordinárias como a de micaO, que teve 16 abates com sua Jinx na mesma partida em que conseguiu um pentakill e seu abate número 1000, a Vivo Keyd perdeu o título por 3 a 2.

A Vivo Keyd, para a última etapa do ano, fez o caminho inverso de outras equipes do CBLoL 2018. Seus adversários RED Canids e Flamengo, em vez de levarem jogadores para a Coreia do Sul, contrataram respectivamente os nativos Lee “Chaser” Sang-hyun e Lee "Shrimp" Byeong-hoon e mantiveram os jogadores brasileiros por aqui.

Yang, micaO e Tockers conversaram com o Dot Esports Brasil sobre o período que a Vivo Keyd passou na Coreia do Sul. Apesar de não acharem possível aplicar no CBLoL tudo o que aprenderam na Coreia, os jogadores acreditam que esse treino especial os dará uma vantagem sobre os demais times do campeonato.

Em que PC bang (lan house coreana) ou outro lugar vocês mais treinaram na Coreia? Como era o clima do ambiente e entre as pessoas nesses lugares?

Gabriel “Tockers” Claumann: Só treinamos em um PC bang, que era próximo da casa. O clima era mais o pessoal, divertido. A maioria jogava PUBG, LoL ou Overwatch com os amigos.

Como foi a rotina do bootcamp? Que horas vocês acordavam, treinavam e descansavam?

Micael “micaO” Rodrigues: [Treinamos] quase todos os dias da semana. Mas sempre tirávamos um dia para “limpar a cabeça”. Nos demais, estávamos totalmente focados, assistindo aos campeonatos e também jogando. Eram, em média, oito horas diárias, fora o tempo em que nós mesmos, por conta própria, resolvíamos continuar treinando.

Vocês fizeram amizades com jogadores profissionais coreanos?

Gabriel “Tockers” Claumann: Não sei sobre os outros, mas eu não fiz nenhuma amizade. Cheguei a encontrar o Shrimp, do Flamengo, numa ranked e conversei com ele. Mas não fiz amizade com ninguém.

Quem teve o melhor saldo de vitórias-derrotas nas filas? Quem pegou o maior elo?

Micael“micaO” Rodrigues: O maior elo foi o Yang. Fui o segundo maior.

Alguns jogadores profissionais já falaram que não adianta tentar usar técnicas de coreanos no Brasil pois o jogo é outro por aqui. Qual vocês acham que será a maior dificuldade de vocês ao adaptar o que vocês viram no bootcamp nas filas solo para suas partidas profissionais em equipe no Brasil?

Micael “micaO” Rodrigues: Realmente, não podemos simplesmente copiar o que os coreanos fazem. O mais importante é entender o porquê fazem para, daí sim, aplicar no nosso jogo. Porque, sem dúvidas, eles estão à frente em todos os quesitos.

Alguns times brasileiros, em especial a RED Canids, contam com coreanos em suas equipes agora. Qual impacto o bootcamp terá para a Vivo Keyd na hora de jogar contra esses jogadores?

Micael “micaO” Rodrigues: Não acho que ter feito bootcamp na Coreia ajuda, especificamente, contra os jogadores coreanos no Brasil. Cada jogador tem um estilo diferente. O que ajuda é o fato de a gente não ter parado nas férias, e estar num ritmo mais forte que as outras equipes.

O que vocês teriam feito de diferente nesse bootcamp e do que mais se orgulham desse período por lá?

Felipe “Yang” Zhao: Acho que a única coisa diferente que daria para ter feito foi conseguir treinar mais com os times coreanos. O que mais me orgulho nesse período, com certeza, foi o fato de, jogando com o pessoal de lá, ter conseguido manter um bom nível. Absorvemos bastante o jeito coreano de jogar.

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