16 DE junho DE 2018 - 14:10

Leo De Biase: "Estamos conversando sobre uma próxima versão do ESL One ou sobre uma IEM [no Brasil]

O CEO da ESL Brasil revelou que a empresa já busca fazer um novo evento de CSGO no Brasil em 2019.
Dot Esports Brasil: Writer and Translator | Redator e Tradutor
preview
Foto via ESL

A ESL One Belo Horizonte foi o segundo evento internacional de Counter-Strike: Global Offensive organizado pela ESL no Brasil. A final da Pro League em São Paulo, em outubro de 2016, foi a primeira vez que a empresa conseguiu trazer um evento internacional para o Brasil e aproximar o público do país de ídolos como Gabriel "FalleN" Toledo e Marcelo "coldzera" David.

Leo De Biase, CEO da ESL Brasil, conversou com o Dot Esports no Mineirinho sobre o evento de Belo Horizonte e o futuro dos campeonatos internacionais no Brasil organizados pela ESL.

Além de explicar um pouco sobre como funciona o ciclo de torneios da ESL One, Leo De Biase comentou sobre a possibilidade de torneios como o Intel Extreme Masters ou novas edições do One no Brasil em 2019.

O que vocês pretendem para futuros eventos no Brasil? O que podem aproveitar e mudar para futuros eventos no Brasil?

Leo De Biase: Tentamos tornar o evento bem mais conhecido e mais acessível, não só para o público, mas também para que a entrega dele seja de uma forma que as marcas consigam reconhecer como um bom investimento e que efetivamente dê retorno para eles também. É claro que todo evento como esse precisa de muito investimento para acontecer. Existem cidades pelo mundo inteiro disputando para serem escolhidas como uma das oito que vão hospedar a ESL One pelo mundo. Belo Horizonte teve essa chance esse ano.

A nossa vontade é sempre trazer esse evento para cá. O povo brasileiro é muito legal, a torcida é considerada uma das melhores do mundo. Enfim, planejamos continuar esse trabalho, que não só culmina em eventos, como o ESL One, mas também no nosso dia a dia, pois nós também temos as ligas online, como a Brasil Premier League, a LA League e outros produtos que fazem com o que o gamer, o jogador profissional, tenha esse espaço aí quase todo dia para expor seu trabalho.

O que tornar o evento mais atrativo para marcas traz para os jogadores e para o público brasileiro?

O retorno financeiro, óbvio, mas até mesmo uma questão de maior quantidade de eventos como esse por ano. A hora que as marcas não endêmicas entrarem de verdade, esse jogo mudará completamente.Estamos nessa disputa pela verba das empresas, mas achamos que já estamos quase lá. Isso acontece, principalmente, quando eles veem um evento como esse.Essa é uma das maiores importâncias da ESL One Belo Horizonte, que é botar na cara de todos eles que eles deveriam estar aqui conosco.

Quão grande é essa disputa para hospedar um evento da ESL One?

O ESL One realiza no máximo oito eventos por ano. Para conseguirmos essa vaga, outra cidade caiu. Se eu não me engano foi uma cidade no oriente. A disputa é muito grande e para mantê-lo em Belo Horizonte e no Brasil é preciso ter um resultado muito positivo.

É algo como quatro a cinco cidades por vez que tentam disputar a participação de um evento.

No Brasil e América do Sul, estamos vendo muito a ascensão de jogos como Dota 2. Vocês também planejam focar eventos presenciais no Brasil no futuro para jogos como Dota 2?

No curto prazo, estamos com Dota na Brasil Premier League. Estamos analisando se faremos alguma etapa latino-americana. Mas ainda nessa escala, dos eventos One, nós ainda não temos nenhum conhecimento sobre a intenção de trazer isso para o Brasil.

Nem para fazer no Brasil um Major ou Minor de Dota 2?

A ESL tem vários deles. A América Latina é muito forte, então acho que a tendência seria primeiro ir para a América Latina e depois para o Brasil.

Depois que a ESL One Belo Horizonte acabar, qual é o próximo plano da ESL para o Brasil?

O planejamento nunca para. Na verdade, já estamos conversando sobre uma próxima versão do ESL One, ou sobre uma IEM, e também sobre outros grandes eventos ainda esse ano para que entrem no planejamento das empresas, processo esse que começa em agosto, setembro, outubro para que já virem o ano sabendo que estará tudo pronto.

Provavelmente entraria no planejamento das empresas esse ano para acontecer ano que vem?

Sim, exatamente.

Próximo Artigo