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Boltz: “Eu sei que posso ser melhor e não estou nem perto do que eu posso entregar”

O jogador da SK Gaming falou sobre seu desempenho individual nos últimos meses.

Foto via StarLadder

A SK Gaming não chegou longe na ESL One Belo Horizonte de Counter-Strike: Global Offensive.

A equipe brasileira passou da fase de grupos mesmo após perder a primeira série do evento para os turcos da Space Soldiers. Os brasileiros se recuperaram contra a Ghost e triunfaram em uma revanche contra a Space Soldiers na partida decisiva do Grupo A no Mineirinho na sexta-feira.

Na semifinal contra os europeus da mousesports, a SK Gaming foi eliminada por 2-0 em frente ao público brasileiro na tarde de sábado. O silêncio reinou na arena.

Ricardo “boltz” Prass da SK Gaming falou com o Dot Esports Brasil sobre o torneio e o sentimento geral da equipe já no domingo seguinte à eliminação. O sentimento de que ele poderia ter feito mais dominou as respostas do jogador brasileiro.

Vocês tiveram uma queda de rendimento nos últimos meses. Quanto dessa dificuldade vem da queda de desempenho de vocês e quanto vem da melhora dos outros times?

Boltz: Com certeza não existe mais time [contra o qual] você não pode perder. Todo time é um campeão diferente de cada torneio. Todo mundo está melhorando, todo mundo treina o dia inteiro, todo mundo trabalha muito para melhorar. Não é só a gente que quer. Todos os outros times são profissionais o bastante para melhorar a cada torneio. A gente tenta também em todo torneio [consertar] alguns erros, melhora algumas coisas e outras aparecem. É comum. A gente está melhorando, evoluindo e espera chegar no nosso nível em breve.

Alguns analistas falaram que a SK parece estar com uma crise de identidade. Você vê algo que não se encaixa desde as mudanças recentes que vocês fizeram?

A gente é um time muito novo [desde] que o Stewie entrou. Acho que não faz nem três meses ainda. A gente continua se adaptando a coisas novas, ao que ele gosta de fazer, ao que a gente gosta de fazer para ele, então a gente ainda continua aprendendo muita coisa: como jogar, como formar o time com os nossos cinco jogadores para uma características que a gente goste de jogar. É uma evolução. A cada torneio a gente vai melhorando e [vamos] manter o foco e trabalhar para isso.

Como você avalia seu desempenho na equipe, e principalmente do trio FalleN, cold e fer, que estão na SK há mais tempo? Como o desempenho deles está com relação ao seu e do Stewie?

A gente não tem ido tão bem como um time quanto a gente espera. Eu não estou feliz com meu desempenho dentro de jogo. Eu sei que posso ser melhor e não estou nem perto do que eu posso entregar. Minha confiança não está tão boa como era ano passado, no final do ano, quando a gente estava muito bem. Mas a gente tenta manter o foco, manter a cabeça bem para trabalhar e continuar melhorando. [Precisamos] não desanimar.

Apesar dessas dificuldades, o que você acredita que ainda traz para o jogo da SK?

Eu sou um cara bem tranquilo. Não tenho muito problema de me estressar durante o jogo, de ficar pensando no que deu errado, essas coisas. Tento manter uma alegria durante o jogo, manter a cabeça da galera boa. A gente sempre tenta ao máximo, independente se o jogo está difícil ou não, a gente sempre tenta manter o foco. É algo que eu trago bastante para o time.

A ESL Cologne é um dos próximos campeonatos que a SK disputará em breve. O que vocês querem trabalhar como equipe para chegar em Cologne no ápice de vocês?

A cada torneio aparece algum erro em que a gente precisa trabalhar. A gente arruma um e aparece outro. O time é novo, tem alguns problemas de comunicação, um algo novo que é o inglês. A gente tenta melhorar individual, como um time e taticamente e dar o nosso máximo até a ESL Cologne para buscar mais um título para o Brasil e para nosso time.

Quanto o problema de inglês está resolvido dentro de jogo?

Eu diria que quase 90 por cento. No começo era bem difícil, principalmente nos grandes campeonatos, na pressão. Mas hoje em dia eu diria que é um problema bem pequenininho, é uma coisa ou outra que se perde, que aparece como problema. Não é o português, que é nossa língua nativa, mas em breve acho que vai estar 100 por cento.