A cerimônia de abertura do The International 2019 foi um desastre total

Pareceu de verdade que a plateia era a única parte emocionante.

Captura de tela via Valve

Entre segmentos de vídeo bem-produzidos e uma apresentação ao vivo incrível de uma orquestra, boa parte da cerimônia de abertura do The International 2019 foi uma bagunça.

Os vinte minutos de entrevistas de alta qualidade e imagens de edições anteriores do TI animaram os espectadores para o começo do evento principal deste ano. Assim que as câmeras se voltaram para a arena, porém, as coisas começaram a ficar estranhas.

A Orquestra Filarmônica de Xangai tocava versões fantásticas das músicas clássicas de Dota 2 enquanto um grupo de dança chamado Max Group apresentava uma dança tradicional no palco principal. A performance tão cultural foi um toque legal, mas a produção cometeu vários deslizes e o trabalho com as câmeras estava fraco.

Isso se estendeu às apresentações dos times, que teve apresentações fora de ordem, apresentadores chamando um time enquanto outro aparecia no túnel e câmeras com foco na parte errada da arena, cortando para um time quando já estava no palco.

A maior ofensa foi quando a Fnatic foi chamada e quem se movimentou foi a Infamous. Nas quatro vezes em que os times errados foram anunciados, o comentarista se recuperou e reanunciou os times quando eles de fato apareceram.

Não foi o caso da Infamous, já que a transmissão nunca disse o nome do time, o que é ofensivo, especialmente considerando quão bem eles jogaram para chegar até ali. Não chamarem seu nome na primeira vez em que você pisa naquele palco é um golpe baixo.

A Keen Gaming já tinha saído do túnel e estava se alinhando no palco na primeira vez em que apareceu na transmissão. Por sorte, isso foi o pior erro da filmagem, mas nada nela foi muito bom.

Quando a OG entrou na arena, os câmeras fizeram um ótimo trabalho ao acompanhar Johan “N0tail” Sundstein levando a Égide dos Campeões de volta ao pódio. Mas foi isso. Algumas tomadas de diferentes ângulos do campeão posicionando o troféu e se afastando de um jeito estranho.

Não houve trilha sonora construindo o momento (só a plateia e uma batida constante), não houve efeitos visuais, nada que fizesse o momento parecer importante para os espectadores que não acompanham Dota 2 tanto assim. A Valve perdeu grandes oportunidades de fazer qualquer um desses momentos ter impacto.

Mas, pelo menos, conseguimos ver Daryl “iceiceice” Pei Xiang dar um show, inclusive musical.

Artigo publicado originalmente por Cale Michael em inglês no Dot Esports no dia 19 de agosto.