Como os desenvolvedores da Riot garantiram que Teamfight Tactics: Galáxias fosse um sucesso astronômico

Stephen Mortimer e Matthew Wittrock, desenvolvedores de TFT, explicam os fatores envolvidos na criação do Conjunto Três.

Captura de tela via Riot Games

O novo sucesso de março tem tiros no espaço, naves intergalácticas e rebeldes juntos contra as forças do mal. E não, não estamos falando de Star Wars.

O novo conjunto de Teamfight TacticsConjunto Três: Galáxias, acerta em tudo e entrega uma guerra espacial nostálgica entre o bem e o mal que deve agradar aos fãs de ficção científica. O tema é bem diferente do Conjunto Dois, Ascensão dos Elementos, de meta engessado e visuais poluídos (cof cof, Invocadores).

Mas o conteúdo novo empolgante e o “maior foco” em polidez, de acordo com Matthew Wittrock, chefe de design de TFT, devem ser mais que suficientes para revitalizar o jogo de combate automático.

Para criar todo um novo conjunto com heróis novos, bônus diferentes e visuais impressionantes, os desenvolvedores de TFT precisaram pesar três fatores:

  1. O tema é suficiente para um conjunto inteiro?
  2. Os jogadores vão gostar de olhar para ele por meses?
  3. O que está acontecendo em League of Legends?

Galáxias certamente preenche os três requisitos, usando linhas de skins do LoL (Guardiã Estelar, PROJETO, Odisseia etc) que podem atrair os jogadores por mais tempo.

Apesar de a escolha do tema ter mais nuances, decidir o que fica ou não na versão final parece ser relativamente fácil.

“Ou não se encaixa tão bem no tema quanto deveria ou não se encaixa em uma certa estratégia, ou às vezes precisamos de mais tempo para acertar as habilidades”, Wittrock explicou ao Dot Esports.

Imagem via Riot Games

Apesar de haver grande importância estética na criação de um tema, os desenvolvedores também têm que pensar no meta do jogo em cada uma de suas decisões. Ascensão dos Elementos teve a praga da composição do “liquidificador”, impossível de vencer e frustrante de enfrentar. Era só colocar a Espada do Rei Destruído em Nocturne, fazendo com que ele virasse um Assassino Mestre das Lâminas que causava dano em área com efeitos ao contato e se cura a cada três ataques. A retaguarda inimiga era dizimada antes de ter tempo para pensar e Nocturne ficava com a vida cheia.

Então os desenvolvedores de TFT estão tomando cuidados extras para que isso não aconteça outra vez.

“Todos os efeitos de itens de Espátula serão monitorados de perto”, disse o designer sênior Stephen “Mortdog” Mortimer ao Dot Esports. “Até agora, Protetor e Demolidor são os que precisamos ficar de olho, mas algo como Mestre das Lâminas pode ser difícil se encontrarem o campeão certo para usar.”

Depois da infame composição do conjunto passado, faz sentido que o bônus do Mestre das Lâminas tenha deixado um gosto amargo na boca da Riot. E o bônus dos itens da Espátula é de uma classe ou origem que o campeão originalmente não tem, o que pode ser perigoso.

Os Demolidores têm potencial de tirar a graça de Galáxias. O bônus só precisa de duas unidades para ser ativado, permitindo que os feitiços de Ziggs, Rumble e Gangplank atordoem os alvos por 1,5 segundo. Se um campeão que lança feitiços rapidamente for transformado em Demolidor, existe a possibilidade de o controle de grupo ultrapassar o limite saudável.

Os Protetores podem ter um efeito parecido no meta, já que ganham escudo por 4 segundos ao usar a habilidade. Mais uma vez, é uma conta simples: campeão que lança feitiços rapidamente + bônus de Protetor = 0 diversão.

Imagem via Riot Games

Apesar de Galáxias trazer muitos novos recursos, os desenvolvedores de TFT resolveram trazer de volta alguns bônus antigos. Os bônus de Mestre das Lâminas, Místico, Vastinata e Lutador voltam no Conjunto Três porque garantem aos jogadores “um ponto de partida mais estável para aprender sobre o novo conjunto”, de acordo com Wittrock. Porém, para decidir quais bônus são escolhidos para voltar, a Riot novamente leva três pontos em consideração.

“Eles eram divertidos e interessantes da última vez? Eles preenchem um nicho estrutural que ainda precisa ser preenchido? E os campeões disponíveis no tema do conjunto se encaixam com o retorno dessa característica?” explicou Wittrock.

Mas uma coisa que os desenvolvedores de TFT não quiseram trazer de volta ao Conjunto Três foi a poluição visual que afetou tão negativamente a experiência de Ascensão dos Elementos. Muitos jogadores reclamaram que era difícil acompanhar o que estava acontecendo, especialmente com a quantidade de unidades na mesa que não eram campeões.

Invocadores como Zed, Yorick e Zyra faziam aparecer desde clones a fantasmas a plantas que cospem fogo. Então dá pra imaginar como um time de Invocadores pode encher o mapa.

O streamer Disguised Toast tem um momento famoso em que invoca mais de 20 clones de Zed na fase de testes do Conjunto Dois no PBE.

Com o Conjunto Três prometendo visuais espaciais marcantes, a Riot corria o risco de cair no mesmo problema. Por isso, era importante que a equipe de desenvolvedores seguisse o foco de 2020: polidez.

Os desenvolvedores passaram muito tempo “polindo os efeitos brilhantes e coloridos” enquanto havia outras implementações necessárias para que a mesa do jogo ficasse limpa. Para reduzir o problema, Wittrock cita “menos efeitos persistentes”, gerenciar o “custo visual” dos campeões de custo baixo, e “o ritmo da luta” para garantir que os campeões não estejam sempre usando os feitiços ao mesmo tempo.

A equipe de desenvolvedores de TFT abordou o Conjunto Três com animação e cuidado. Eles arriscaram depois de analisar cada detalhe e erro de Ascensão dos Elementos. Com os visuais impressionantes, as sinergias únicas e os campeões empolgantes de Galáxias, o Conjunto Três pode ser o que os fãs queriam e precisavam.

Artigo publicado originalmente em inglês por Andreas Stavropoulos no Dot Esports no dia 24 de março.