Jogadora de Call of Duty Mobile: é assassinada por outro jogador

O assassinato causou choque pela comunidade.

Imagem via Activision

A jogadora de Call of Duty Mobile, Ingrid “Sol” Oliveira Bueno da Silva foi esfaqueada até a morte e encontrada na casa de outro jogador, Guilherme “Flashlight” Alves Costa, que admitiu ter assassinado Oliveira Bueno da Silva logo após ser detido.

Segundo a ESPN Brasil, o corpo de Oliveira Bueno da Silva foi encontrado no dia 23 de fevereiro em Pirituba, bairro da zona norte de São Paulo. Alves Costa entregou-se à polícia e confessou, embora também afirmasse que “Minha sanidade mental está completamente apta” e que queria cometer o homicídio. 

Oliveira Bueno da Silva e Alves Costa conheceram-se online e Alves Costa teria planejado o assassinato em um pequeno caderno apreendido pela polícia. Ele teria enviado imagens do corpo de Oliveira Bueno da Silva em mensagens em grupo no WhatsApp após cometer o assassinato. Um comunicado do Gamers Elite Clan disse que Alves Costa registrou o assassinato e o compartilhou com o grupo. 

Oliveira Bueno da Silva acabava de iniciar sua carreira em Call of Duty: Mobile. Vários jogadores disseram que se lembrarão dela como uma "pessoa extraordinária". 

Dados coletados pelo Atlas da Violência de 2020 do IPEA mostram que uma mulher foi assassinada no Brasil a cada duas horas em 2018. Essa tendência de feminicídio e violência dirigida às mulheres tem levado à criação de organizações e projetos para proporcionar um ambiente acolhedor para as mulheres.

Oliveira Bueno da Silva participou de campeonatos promovidos pela organização Battle Girls, campeonatos para jogadores que não condições de entrar em outros. A organização também criou o projeto Suporte BG, que visa criar um espaço seguro para as mulheres nos e-sports. 

Artigo publicado originalmente em inglês por Jalen Lopez no Dot Esports no dia 23 de fevereiro.